sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Galdino aniversaria e conta sua luta

Chegamos no dia 10 de janeiro. Agora se sabe lá a que horas, eu nascia. O ano era... não importa. O que é bom lembrar mesmo é que, com o passar dos dias, vem os cabelos cada vez mais brancos! E, aos 42 anos, só tenho a recordar o que já superei na vida. Filho de uma dona de casa e de um pedreiro, nada foi fácil para minha infância, adolescência e a   obrigatoriedade da vida adulta!
O terceiro de seis filhos de minha mãe, recordo que, só aprendi a ler ,algum tempo depois de meu irmão mais novo, atrasadinho na idade. Mas, depois que aprendi a 'interpretar as letrinhas', fui, aos poucos, me acostumando a ler. E, certa vez, acompanhando o meu pai, no canteiro de obra, alguém pediu para que ele comprasse um livro de Conhecimentos Gerais e Redação, o que , para minha surpresa, foi feito. Era o primeiro e único livro que recordo ter recebido como presente de meu pai.

Em 1992, aos 20 anos, eu estava matriculado no Lyceu Paraibano, iniciando o hoje ensino médio. Nesses tempos de Lyceu, durante os três anos do curso, começava meu interesse pelas lutas estudantis e pela política, à esquerda. Grêmio estudantil, passeatas, protestos contra aumento de passagens etc. fizeram parte daqueles dias escolares, com a participação de professores críticos em sala de aula, de uma forma ou de outra, contribuindo para a formação militante dos alunos e minha também.
E o tempo passou, chegou a fase da militância no PT, um partido que questionava  a ordem e pregava um mundo mais justo e igualitário.
Vem governo Lula, crise de paradigma e surge o PSOL.

Hoje, tenho a grata satisfação de atuar como presidente estadual desse partido, cujos propósitos se mantém firmes em defesa dos ideários socialistas, da sociedade democrática e governada com justiça social. A desigualdade tendo sido vencida pela cidadania popular.

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