Chegamos no dia 10 de janeiro. Agora se sabe lá a que horas,
eu nascia. O ano era... não importa. O que é bom lembrar mesmo é que, com o
passar dos dias, vem os cabelos cada vez mais brancos! E, aos 42 anos, só tenho
a recordar o que já superei na vida. Filho de uma dona de casa e de um
pedreiro, nada foi fácil para minha infância, adolescência e a obrigatoriedade da vida adulta!
O terceiro de seis filhos de minha mãe, recordo que, só
aprendi a ler ,algum tempo depois de meu irmão mais novo, atrasadinho na idade.
Mas, depois que aprendi a 'interpretar as letrinhas', fui, aos poucos, me acostumando
a ler. E, certa vez, acompanhando o meu pai, no canteiro de obra, alguém pediu
para que ele comprasse um livro de Conhecimentos Gerais e Redação, o que , para
minha surpresa, foi feito. Era o primeiro e único livro que recordo ter
recebido como presente de meu pai.
Em 1992, aos 20 anos, eu estava matriculado no Lyceu
Paraibano, iniciando o hoje ensino médio. Nesses tempos de Lyceu, durante os
três anos do curso, começava meu interesse pelas lutas estudantis e pela
política, à esquerda. Grêmio estudantil, passeatas, protestos contra aumento de
passagens etc. fizeram parte daqueles dias escolares, com a participação de
professores críticos em sala de aula, de uma forma ou de outra, contribuindo
para a formação militante dos alunos e minha também.
E o tempo passou, chegou a fase da militância no PT, um
partido que questionava a ordem e
pregava um mundo mais justo e igualitário.
Vem governo Lula, crise de paradigma e surge o PSOL.
Hoje, tenho a grata satisfação de atuar como presidente
estadual desse partido, cujos propósitos se mantém firmes em defesa dos
ideários socialistas, da sociedade democrática e governada com justiça social.
A desigualdade tendo sido vencida pela cidadania popular.