quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Dirigente do PSOL diz que a máquina não pode tudo e critica otimismo de RC



Ao analisar o atual quadro político no Estado, o presidente estadual do PSOL, Fabiano Galdino, reprovou o otimismo do Governo do PSB no que concerne à reeleição do governador Ricardo Coutinho e criticou o clima de já ganhou entre os adesistas do governo. “A história das reeleições no Brasil pede cautela. A arrogância de que já ganhou uma eleição que ainda não teve a confiança dos paraibanos depositada nas urnas é perigosa. E um dos motivos é que o poder das obras e da máquina tem seus limites e contradições”, comentou.

Segundo Galdino, o discurso otimista de Ricardo Coutinho não é novidade entre mandatários no poder e se baseia em elementos objetivos como a força da máquina do Estado. “O governo do PSB na Paraíba volta a expor muita arrogância. Considerando que tem o controle da máquina, capaz de ‘convencer ‘ prefeitos eleitos em partidos adversários a anunciar antecipados apoios eleitorais, o governador Ricardo Coutinho volta a praticar arrogância”, disse.

De acordo com Galdino, o governo tenta criar um ambiente favorável a sua reeleição porque sabe que carrega com a força da máquina uma considerável vantagem, mas contar com a decisão soberana do povo com muita antecedência pode ser muito perigoso e demonstração de imprudência. “É evidente que o eleitorado tem o hábito de ser generoso com os candidatos majoritários à reeleição, mas há uma margem de risco. Assim ‘o clima de já ganhou’ do governador é perigoso”, observou o presidente estadual do PSOL, acrescentando que, “a máquina do governo não pode tudo”.

Mas, o dirigente do PSOL também vê problemas na oposição. Reforçando uma de suas características, Galdino voltou a criticar a oposição conduzida pelo PMDB e pelo PT. “O PT tem dificuldades para endurecer sua oposição ao Governo do PSB porque é um partido historicamente dividido no Estado. No PT há braços ricardistas e há também os cartaxistas, cuja prioridade é a reeleição do próprio prefeito”, enfatizou.

“Essa oposição ainda tem contra si as contradições decorrentes das gestões dos Governos Maranhão, do PMDB”, disse.

Ao falar da missão do PSOL, que até o momento tem apenas colaborado para forçar um segundo turno no cenário estadual, Galdino cobrou maior oposição de suas lideranças. “ O PSOL, por sua vez, deveria priorizar a consolidação da oposição programática ao Governo, o que exige desprendimento de figuras públicas do partido como Nelson Junior, ex-candidato ao Governo do Estado, Marcos Dias, ex-candidato majoritário em duas oposições, Sizenando Leal, que disputou a prefeitura de Campina Grande, entre outros”, opinou.

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