Em
entrevista à TV Master, o candidato a vice-governador pelo PSOL, professor
Marcos Dias explicou as razões de seu partido não ter firmado alianças
políticas nestas eleições. “A aliança com partidos tradicionais não convém ao PSOL,
porque temos importantes divergências sobre a forma de governar”, disse.
Segundo
Marcos Dias, o PMDB, o PSDB e o PSB já governaram o Estado e ainda governam o
Estado, nas últimas décadas. “São governos que tem a marca das promessas, mas,
efetivamente, não programaram governos para o povo”, disse.
Questionado sobre qual o rumo do PSOL no eventual
segundo turno, Dias afirmou que o segundo turno que interessa é aquele em que o
PSOL está presente. “Não podemos achar que já perdemos a eleição, queremos
sonhar com essa possibilidade de chegar ao segundo turno, em que pese as
dificuldades concretas”, comentou.
Na
entrevista concedida ontem à noite ao programa Bastidores, apresentado por
padre Albeni Galdino, Marcos Dias respondeu ainda sobre a situação econômica da
campanha do PSOL e disse que a campanha do partido não tem grandes recursos,
por isso seus candidatos tem dificuldades. “O poder econômico funciona para
mandar nos governantes, mas no governo do PSOL a força será do povo, já que não
somos reféns dos empresários”, disse.
O
candidato a vice-governador na chapa de Tárcio Teixeira aproveitou para
criticar a candidata Marina Silva.
Marcos Dias disse que ela abriu mão de seus conhecidos princípios
ambientalistas para assumir a condição de candidata substituta de Eduardo
Campos. “Marina assinou uma carta e se inclinou para a política do agronegócio,
contra a qual tem se manifestado contrária em vários momentos de sua história”,
disse.
Nenhum comentário:
Postar um comentário